Santiago, descobrindo a capital do Chile

A querida amiga e designer Érica Huebra divide aqui no blog suas experiências no rolê que fez pelo Chile. Obrigada lindona e tenho certeza que vocês vão curtir!

Quando houve a oportunidade de viajar, sabendo que não tínhamos tanto tempo, começamos a procurar destinos na América do Sul. O Chile foi uma surpresa, pois vimos muitas coisas incríveis sobre o Atacama e Santiago e resolvemos tudo em apenas 15 dias.
Saímos do Rio de Janeiro com tudo comprado, exceto os passeios. Pagamos cada um: R$1.282,00 pelas passagens de ida e volta do Rio de Janeiro para Santiago, pela TAM e R$570,00 ida e volta de Santiago para Calama, pela LAN. Ficamos hospedados em hostels, que custaram: R$270,00 5 noites em Santiago e R$240 as 4 noites no Atacama.
OBS. 1: Uma dica muito importante para economizar é que ao entrar no site da LAN para comprar a passagem de Santiago para Calama, você deve colocar que está no Chile, isso reduz muito o valor da passagem e não faz diferença nenhuma na hora do embarque.
OBS. 2: Não é preciso levar dinheiro trocado em outra moeda para o Chile, dificilmente você encontrará alguma casa de câmbio que troque Pesos aqui no Brasil e não é necessário levar dólar também, porque lá todas as casas de câmbio trocam Real.

Santiago

Quando chegamos ao Aeroporto de Santiago, trocamos uma parte do dinheiro lá mesmo e pegamos uma van, que fica parada na porta do terminal. Você não precisa reservar e é uma alternativa mais barata que o táxi.
Nós ficamos hospedados no La Chimba Hostel, no bairro Bella Vista, o lugar é conhecido como a parte boêmia da cidade, com uma vida noturna bastante movimentada.
Lá há diversos bares com música ao vivo, boates e gente na rua a noite toda. Animação total. O hostel fica perto do metrô e o bairro é bem próximo do centro o que facilita para chegar aos pontos turísticos.
Centro de Santiago, Chile
No primeiro dia fomos conhecer o centro, visitar museus, enfim, sentir o clima da cidade. De cara, só de sair na rua você já se depara com um visual de tirar o fôlego. Uma cidade grande, que em alguns aspectos lembra o Rio, mas com cara de outono e no fundo os Andes, parecendo um painel colocado para deixar a cidade mais bonita, enquanto o pessoal está vivendo o dia-a-dia.
Nesse dia, fomos primeiro a Plaza das Armas e no Centro Cultural, que fica acoplado a ela. Em seguida, fomos a Rua Agustinas, uma rua cheia de casas de câmbio, a melhor para trocar dinheiro, você pode ir andando até achar a casa com a melhor oferta.
A Catedral Metropolitana de Santiago é lindíssima e vale muito a visita, passamos pelo Museu Histórico Nacional, que é legal para conhecer a história do país e teve uma parte inaugurada há pouco tempo, onde um guia leva até a torre do relógio e oferece uma visão bonita do centro. Há ainda o Museu Chileno de Arte Pré-colombiana, o Mercado Central de Santiago (Não deixa de experimentar a exótica Centoja) e para terminar o dia o Cerro de Santa Luzia. O lugar é lindíssimo e dá uma visão incrível da cidade.
Vista Cerro de Santa Luzia, Santiago, Chile
No segundo dia, saímos do roteiro e adiantamos a ida ao Valle Nevado, pois descobrimos que era bem melhor ir na sexta-feira. Além de estar mais vazio, existe uma promoção onde a cada dois ingressos, um sai de graça. Chegamos de manhã bem cedinho, fizemos o contrato e alugamos os esquis, botas, capacetes, óculos e luvas. As roupas nós já tínhamos. O serviço funcionou perfeitamente e aproveitamos bem o dia.
Na estrada são mais de quarenta curvas (curvas meeesmo), por isso vá munido de remédio para enjôo. O caminho é um show à parte. A subida tem uma paisagem linda e a neve vai aparecendo aos poucos.
Uma dica imprescindível é passar filtro solar, pois a neve reflete e queima mesmo, como eu estava de óculos de proteção, fiquei só com a metade do rosto queimado, não foi uma experiência bacana e eu podia ter evitado. Mesmo que você não queira esquiar é legal visitar uma estação, na própria agência existe a opção só do passeio e na minha opinião essa é uma das paisagens imperdíveis do Chile.
Valle Nevado

No terceiro dia, com o cansaço do dia anterior, optamos por uma programação mais leve, fomos a feira de artesanato Los Dominicos. É bem fácil chegar, basta descer na estação de metrô de mesmo nome. Lá, os artesãos vendem suas obras (é uma boa pedida para comprar lembrancinhas). Há ainda restaurantes próximo e banda.

Depois da feira, fomos conhecer a parte nova da cidade, passeamos pelo bairro Las Condes que é bem diferente do que já tínhamos visto até agora e nos surpreendeu pela “modernidade”. E à noite jantamos no Pátio Bella Vista, que é um lugar cheio de restaurantes e barzinhos muito legal para ir curtir uma música ao vivo.

No nosso último dia em Santiago, passeamos no próprio bairro Bella Vista. Conhecemos a La Chascona, uma das casas do poeta Pablo Neruda, essa construída para sua amante na época. Adoramos a forma como é conduzida a visita, o áudio-guia com a língua que você seleciona te faz entender muito bem os detalhes da história.

Em seguida, fomos até o Cerro de San Cristobal, ele é bem mais alto que o de Santa Luzia e para subir você deve pegar o Funicular, uma espécie de bondinho, que faz duas paradas, a primeira é no zoológico e a segunda no alto do Cerro. Lá, você encontra uma capela, alguns quiosques e uma imagem de 14 metros da Imaculada Conceição. Infelizmente, no dia estava nublado, mas mesmo assim não tirou a beleza do lugar, a vista é lindíssima e vale muito a pena.

A segunda parte dessa trip, você confere clicando aqui, agora rumo ao Deserto do Atacama.

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