Bate e volta: Rio – São Paulo

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A maior cidade do país, vez ou outra, é um destino necessário para quem trabalha, estuda ou procura emprego. Entre um compromisso e outro, sempre procuro otimizar o tempo. Se a reunião é de um dia, por que não ficar um a mais para sentir a cidade ou assistir uma exposição? Já que é para passar por estresse de aeroporto, atraso de voos e pagar caro em passagem aérea, que pelo menos possamos tirar um tempo para nós mesmos também.

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Como chegar?

Saindo do Rio de Janeiro são cerca de seis horas na estrada até o Centro de São Paulo. Dirigir não era uma opção. Então, duas maneiras práticas são ir de avião ou ônibus. Os ônibus, claro, são mais baratos. As tarifas variam entre R$90 e R$200, dependendo do dia e do tipo de poltrona. Para quem está sem tempo de esperar promoções de passagens aéreas, uma sugestão é ir meia noite para dormir no caminho. Evitará o trânsito e a viagem passará mais depressa. No site da Rodoviária Novo Rio, você compra bilhetes online e consulta os horários para o Terminal Tietê.

Para chegar por via aérea, há duas opções de aeroportos:

O Aeroporto de Guarulhos é o terminal mais comum e geralmente com os melhores preços. Como ele é mais distante do Centro as corridas de táxi passam de R$100 fácil, mas há boa oferta de ônibus. Tanto os executivos para a Paulista, Praça da República, Novo Brooklin ou Barra Funda, quanto a linha regular 257 para a estação de metrô: Tatuapé. A tarifa custa apenas R$ 5,15 e o trajeto dura 25 minutos (sem trânsito). Ambos os ônibus ficam estacionados na saída entre os terminais um e dois.

Já o Aeroporto de Congonhas, fica a apenas 10 minutos da região empresarial de Berrini. Para deixa-lo há as linhas de ônibus 675I e 675J, que levam à estação São Judas do metrô.

P.S.: Para quem ainda não é familiarizado com o metrô de São Paulo, no site oficial é possível fazer uma simulação do trajeto e o mapa está disponível em pdf.

O que fazer?

Em São Paulo, muitos museus e centros culturais são gratuitos ou têm dias específicos com entrada franca.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e o Museu da Imagem e do Som (MIS) são gratuitos às terças-feiras e podem ser condensados no mesmo dia. Sugiro ir de manhã ao Masp, ao fim da visita almoçar no restaurante delicioso do segundo subsolo e depois ir passear no Trianon, parque logo em frente, que decora a Avenida Paulista com 48,6 mil m² de vegetação remanescente de Mata Atlântica. À tarde, no MIS, confira as exposições e tome um café. A programação sempre incrível fica disponível no site.

Ainda próximo à Paulista, o Itaú Cultural e a livraria Cultura são passeios bacanas e gratuitos.

No Bairro da Luz, a Pinacoteca e a Estação Pinacoteca estão abertas à visitação gratuitamente, durante o período de 18 de julho a 18 de outubro de 2015. Com ênfase na produção nacional de artes visuais, o museu é o mais antigo da cidade, sempre cheio de novidades com uma média de 30 exposições ao ano.

Entre as alternativas ao ar livre, não poderia deixar de destacar um passeio pelo Ibirapuera, o “Central Park Paulista”, indispensável na visita. O parque é uma das mais importantes áreas de cultura e lazer da cidade, aberto diariamente em horário estendido, de 5h à meia noite, na Vila Mariana (Zona Sul). Fique de olho nas atividades que acontecem por lá! (http://www.parqueibirapuera.org/)

Na Zona Oeste, Vila Madalena é o bairro boêmio e que merece ser desbravado. Um passeio imperdível é conhecer o Beco do Batman, uma galeria de grafite a céu aberto, conhecida mundialmente e referência para quem curte arte urbana. Gratuita, cheia de vida e a poucos passos do metrô (seguir pela Rua Harmonia).

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Em suma, o bairro inteiro encanta (apenas prepare-se fisicamente para as ladeiras, que são muitas). As ruas arborizadas, os cafés, sorveterias, ateliês, botecos com mesas nas calçadas, muros grafitados e os vasos de plantas por todo lado agradam até o mais carioca dos cariocas. A Vila vibra arte e cultura e a noite é um dos principais points da cidade.

Na hora do almoço, o Mercado Municipal é uma parada obrigatória. Para iniciar os trabalhos, frutas fresquinhas são oferecidas pelos eloquentes vendedores, que se você deixar vão convencê-lo a levar a banca inteira. Refeição? Pastel de Bacalhau, sem azeitonas por favor. A delícia é típica de lá e com um chopp bem gelado forma uma combinação perfeita. Outro pedido clássico é o Lanche com Mortadela, que claro, não é igual ao que fazemos em casa. Bem mais convidativo! Há botequins e restaurantes de todos os preços, escolha o que cabe no seu bolso e bom apetite.

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