Roteiro Europeu: 15 dias, três países e as melhores cervejas

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O post de hoje é um presente de uma amigona de longa data. Paula Andriotti, futura veterinária, que há alguns meses trocou o Brasil por Portugal. Nesse tempinho, ela já conseguiu aproveitar muito do que a Europa tem a oferecer e conta tudo pra gente, sobre esse rolê de duas semanas por três países, um deles inclusive em meio à tensão pós ataques terroristas. Obrigada, Flor!
muro de berlim, alemanha
Muro de Berlim, Alemanha
Primeiramente, gostaria de deixar meu comentário sobre o blog: É importante termos em nosso meio virtual maneiras de conhecer lugares, que mesmo ainda não visitados, criamos uma relação de identificação e de aproximação. Com tanto êxito e estímulo após ler o blog, me deu uma vontade de deixar registrado uma experiência. E vou deixar ao leitor a responsabilidade de interpretação.
Pois bem, sou estudante de Medicina Veterinária e estou realizando, através de uma bolsa do grupo Santander, um estágio supervisionado em Vila Real, Portugal. De antemão, Vila Real não é uma cidade turística. Na real, não tem nada disso. É uma cidade do interior, recoberta por vinhedos e com pouquíssimos habitantes. De toda maneira, posso considerar como uma cidade universitária e isso muito me importa. Afinal, é mais barata e nos três meses e meio que estive aqui utilizei ônibus apenas três vezes. Mas, para ser sincera, também tem belezas bastante desconhecidas.
vila real, portugal
Vila Real, Portugal
Assim como todas as pessoas que realizam intercâmbio e tentam aproveitar o tempo livre, viajando e adicionando bagagem cultural, além da dedicação ao meio acadêmico, no meu caso, não foi diferente. Utilizei minhas férias para colocar o pé na estrada, quer dizer, no avião.
Aqui na Europa existe uma linha aérea irlandesa, chamada Ryanair, que oferece promoções irrecusáveis de voos pelo continente. Eu os aproveitei e marquei uma viagem de 15 dias com uma amiga, que veio do Brasil embarcar comigo nessa loucura.
Elegemos três países para visitar: Alemanha (Berlim), Holanda (Amsterdam) e Bélgica (Bruxelas). Compramos as passagens aéreas de ida para Berlim e volta pela Bélgica, mas entre os destinos viajamos de trem-bala ou ônibus. Sobre os países, cada um deles, tinha um motivo especial para conhece-los. Seja a beleza ou fama.
Na Alemanha, estranhamos o tratamento com estrangeiros, que não era uma coisa de se admirar. Por ser uma cidade grande, há muitas drogas, sujeira e vida noturna. Ficamos em um hostel bem no centro, próximo à estação Alexandre Plats, chamado Hostel 80. Lá, haviam convites de um pub crawl – você visita 3 bares e vai a uma boate por um preço único. Lá, tudo era demasiadamente caro e o Muro de Berlim não nos encheu os olhos. Preferi beber uma cerveja alemã, do que tentar entender o motivo de deixarem o marco histórico do pais de lado, sem nenhum amparo cultural merecedor.
muro de berlim
Em Amsterdam era completamente diferente, aliás era completamente pequeno em comparação. Fomos super bem tratadas e cada lugar, cada esquina, era digna de muitas fotos. Ao lado de Londres, Amsterdam, com certeza, deve entrar na lista de lugares para se visitar. Não é nada anormal passar horas somente olhando para o canal que corta a cidade, no meio do centro comercial. A vida noturna pode ser bem cara, contudo sempre se tem uma opção mais barata, na qual escolhi para seguir e não me arrependo de chegar às oito horas da manhã no hostel, pronta para o café da manhã.
Canal em Amsterdam
Canal em Amsterdam
Na Bélgica, em Bruxelas especificadamente, não era um lugar que fazia parte dos meus sonhos. Porém, pela facilidade de chegar, a partir de Amsterdam e pela fama das melhores cervejas no mundo consideramos que valeu a pena gastar €30 e pegar o trem, que apesar de demorar três horas é uma viagem tranquila. O único problema foi que quando compramos a passagem não imaginávamos que Bruxelas seria um foco terrorista. Então, nos permitirmos passar somente um dia, já que outros blogs como esse aconselhavam por não visitar.
Quando chegamos no centro de Bruxelas o pesadelo começou e pareceu que ao terminar conseguiríamos dormir tranquilas. Ao desembarcar do trem, na estação principal, tentamos entender como chegar ao hostel. É bem complicado falar inglês em um lugar que a língua oficial é o francês e que não há a mínima vontade de entender você. Mesmo assim, entramos num taxi e fomos para o hostel. Por todo o caminho, policiais fortemente armados faziam a segurança de todos, incluindo a minha que só queria tomar uma cerveja.
Daí, uma surpresa, o nosso hostel em Bruxelas era também uma cervejaria belga. Sentamos e lá se foram €50 em degustação de cada cerveja, uma melhor que a outra, inegavelmente. Fizemos amizade com o garçom, que prometeu ser nosso guia turístico na cidade após seu expediente. Como bom homem de palavra, ele nos levou para conhecer Bruxelas e em meio ao clima tenso.
bruxelas
Conseguimos comprar chocolates e nos calar diante do comércio fechado e tantas, tantas armas. Decidimos voltar ao hostel para podermos arrumar nossas malas e então irmos para o aeroporto e esperar pelo avião, que saia na madrugada do mesmo dia. Assim fizemos, contudo e infelizmente, ao entrar no taxi, o motorista nos avisou que o aeroporto que fazia parte da rota de linhas áreas baratas era na fronteira com a França. FRANÇA. Não tínhamos muita escolha. Eram 4h da manhã, em uma cidade que estava sob toque de recolher, onde não funcionava transporte público e muito menos sabíamos falar o idioma.
Na estrada, o motorista fez o percurso de 1 hora em 30 minutos. Eu e minha amiga só rezávamos para que de 200 km/h não entrássemos logo no céu. Ao chegar no aeroporto e passar por muitos cachorros, policiais e muitas armas apontadas para nossa cara, tivemos ainda que pagar €30 para despachar a mala, que infelizmente tinham cremes comprados numa certa liquidação. Aí passa-lhe o cartão. Nesse momento agradeço a minha mãe que depositou alguma coisa e agradeço também ao garçom que pagou tudo na noite anterior, nos deixando pelo menos alguma nota para adiantar ao taxista.
Faltando 20 minutos para embarcar, o avião já preparado, pregaram-nos outra peça. Tivemos que pagar mais 50 euros por excesso de bagagem. Como as passagens eram mais baratas, só tínhamos direito a levar uma mala de mão bem pequena. Quando entramos no avião tentamos não encarar as pessoas que nos “puniam” com os olhos e só queríamos fechar os nossos e descansar. Então que fique de lição, Bruxelas nunca mais. No mais, toda a viagem foi maravilhosa, só temos algumas lições:
• Junte sempre mais dinheiro;
• Agradeça sempre a sua mãe;
• Perca o avião, mas não entre em um carro disposta a correr em pistas desconhecidas;
• Faça curso de Francês, quando puder, pode ser que um dia seja necessário e
• VIVA”

1 Comment

  1. This does look prmsgoini. I’ll keep coming back for more.

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