Entenda por que você deve visitar a Ilha da Liberdade

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Um dos principais símbolos dos Estados Unidos e, se não, o principal ponto turístico de Nova York merecia um post só para ela. Miss Lady Liberty, ou para nós, a Estátua da Liberdade é um passeio essencial para entender a história da cidade e as transformações das políticas imigratórias ao longo do século na América, já que o local foi, entre 1892 e 1954, o principal ponto de entrada para milhares de pessoas em busca do sonho americano.

Sem cair em pegadinhas, nem se perder

Pesquisando em outros blogs, vi que havia algumas maneiras de chegar próximo à estátua, sem pagar nada. Basta pegar o ferry boat para Staten Island. Ele não para na ilha, mas passa próximo, é gratuito e vai te proporcionar boas fotos. Uma opção bastante interessante para quem está no modus operandi “low cost, high perrengue” (quem nunca, né?).

Entretanto, quero te provar que os $18 da barca oficial farão valer a pena cada cent. Eu repito sempre OFICIAL, porque só existe uma barca que faz o trajeto das duas ilhas, o Statue Cruises (primeira parada Liberty Island, segunda Museu da Imigração, em Ellis Island). Diversas agências de turismo oferecem o trajeto, até mesmo incluindo uma taça de espumante (?) para cada visitante. Mas o que elas não revelam é que farão o mesmo trajeto da balsa gratuita, porque não são autorizadas a pararem na ilha. E acreditem, eu vi não foram uma, nem duas pessoas caírem nessa história, mas várias.

Estátua da Liberdade, Ilha da Liberdade, Nova York, USA

O terminal de saída South Ferry fica localizado bem em frente à estação de metrô Bowling Green, (linhas 5 e 4), em Battery Park. Logo na saída já é possível vê-lo a poucos passos. A ilha abre todos os dias, então procure ir em horários alternativos para evitar filas ou mesmo comprar os tickets com antecedência. Leve apenas uma mochila leve com o essencial, pois lá dentro funciona um sistema semelhante ao de aeroporto, com leitores de raio-x etc.

O trajeto é bem rápido, cerca de 20 minutos e a barca é enorme, um alívio para quem costuma enjoar no mar. O ideal é tentar encontrar um assento na parte superior, para curtir a vista. Logo na saída, conforme vamos nos afastando da ilha, já dá para aproveitar o passeio com o visual dos arranha-céus do Financial District.

A liberdade iluminando o mundo

O que pouca gente sabe é que a imponente Lady Liberty foi um presente francês para os Estados Unidos durante a comemoração do centenário da Declaração da Independência. O monumento foi inaugurado em 1886, na entrada do porto de Nova York e seu nome oficial é: A Liberdade Iluminando o Mundo. Ao desembarcar em Liberty Island, está incluído no ticket um áudio-guia que vai contando essas e outras curiosidades durante a visita, quase um guia particular. Há opção de todas as línguas imagináveis, menos português. Se o inglês ou espanhol estiver em dia, não deixe de pegar.

A subida por dentro da estátua deve ser agendada com duas semanas de antecedência pelo site. Eu, desinformada, não sabia na época e fiquei um pouco frustrada. Mas o sentimento passou ao dar uma volta pela ilha, o visual é muito bonito, geralmente no verão é montado um palco com shows e, sim, você chega bem pertinho. Vamos dizer que poupei os joelhos das escadas rs.

Dica1: Aconselho levar lanches, pois os alimentos são caros, mas a experimentar a limonada super refrescante do quiosque.

Entrada do Museu da Imigração, Ellis Island, Nova York

 

Para seguir à Ellis Island volte para o porto, que essa será a próxima parada. Tanto faz se é o mesmo barco que você veio ou outro, o trajeto é fixo, basta apresentar seu ticket e seguir para o Museu da Imigração.


Dica2: Não perca o ticket, nem jogue fora de jeito nenhum.

Lá, é onde realmente está toda história. Quando você tem a clara dimensão de que este é realmente um país de imigrantes. Doze milhões de pessoas cruzaram o planeta por uma vida melhor. No prédio de três andares, é possível ter acesso a páginas dos livros de identificação com assinatura das famílias, registros fotográficos, áudios dos próprios imigrantes em cabines telefônicas e jornais da época.

Sala de Registros, Museu da Imigração, Ellis Island, Nova York

 

Museu da Imigração, Ellis Island

Nas salas de exposição, os ambientes reconstroem onde funcionavam a enfermaria (com o número cada vez maior de pessoas chegando, havia um trabalho árduo para controlar doenças, os enfermos eram tratados antes de entrar no país ou até deportados), refeitório de operários, descobri até que havia uma prisão na ilha.

Nas paredes, mapas e infográficos apresentam as viagens imigratórias, panfletos antigos em diversas línguas convidam pessoas à virem para a América, uma dinâmica inimaginável hoje em dia. Até mesmo as diversas resoluções publicadas, ano após ano, e cada vez mais restritivas, que regulamentavam a imigração. No último salão, o retrato da imigração atual, relatos de famílias, estudantes ou trabalhadores que chegam de todo mundo ao país.

Museu da Imigração, Ellis Island

Um verdadeiro banho de cultura e informação. Em um dia não consegui ver tudo, pretendo voltar assim que possível, quando estiver em Nova York. Entre todos os museus que visitei, esse foi o mais intenso e explicativo. Não entendo, porque é tão pouco divulgado.

Museu da Imigração, Ellis Island

Agora, é sua vez de ir conferir e me contar o que achou.
Pronto para essa viagem no tempo?