Últimos dias do Festival Varilux de Cinema Francês

A incrível trajetória do palhaço Chocolat, primeiro artista circense negro da França

Um dos fatores que mais me influenciaram a aprender francês foi o cinema. Ser refém de legendas me deixava bem irritada.Via as montagens bastante excêntricas, com pessoas reais, histórias que me envolviam e queria mais. Assim, fui me aprofundando. Óbviamente, comecei assistindo Amélie Poulain e a Trilogia das Cores. Fenômenos entre os fãs. Depois, descobri outros diretores e histórias ainda mais lindas como Amor, Piaf, Os Incompreendidos, Jules e Jim, Os Intocáveis e o mais recente Samba… Fosse em festivais do gênero, nas apertadinhas salas de Botafogo ou alugando no acervo da Aliança Francesa Rio de Janeiro.

Sinto muito por, assim como no cinema nacional, o acesso ser ainda tão restrito em poucas redes e com divulgação limitada. Hoje, não frequento mais a Aliança e, por consequência, acabo vivendo menos esse universo. Exemplo, é que por pouco quase deixo passar o Festival Varilux de Cinema Francês, que está rolando, desde o início do mês, em algumas salas da cidade. Estava procurando alguma boa sessão no Downtown, quando me dei conta. Com sorte, ainda há tempo.

Esse ano, o festival está com uma semana a mais de duração, ficará em cartaz até o dia 22 de junho em 50 cidades brasileiras. Ao todo, a programação conta com 15 filmes inéditos garimpados por Christian Boudier e um grande clássico do cinema francês.

Programação

Agnus Dei (The Innocents), de Anne Fontaine. Festival Varilux de Cinema Francês
Agnus Dei (The Innocents), de Anne Fontaine

Na listinha de filmes desse ano, minha primeira escolha foi o drama histórico Agnus Dei (The Innocents), de Anne Fontaine. Uma história real e intensa, que confronta ideologias talvez incompreensíveis. Extremamente sensível, é impossível não se envolver na trama de freiras violadas e grávidas em um convento na Polônia, durante a II Guerra Mundial. Apesar de histórico, o filme não poderia estar com uma agenda mais atual. A diretora, já havia tido bons acertos em filmes de mulheres fortes, como em Coco Antes de Chanel. Dessa vez, não foi diferente.

Para os próximos dias, ainda pretendo assistir:

Meu Rei, drama da diretora Maïwenn, estrelado por Vincent Cassel
Meu Rei, drama da diretora Maïwenn, estrelado por Vincent Cassel
  • Chocolate (Chocolat), com o talentoso ator Omar Sy (Os Intocáveis/Samba), interpretando o primeiro artista circense negro na França da Belle Époque a ganhar fama e prestígio. Mas também o desgaste que o dinheiro e as discriminações vão causar em sua carreira e na amizade com sua dupla Footit.
  • Meu Rei (Mon Roi), complexo drama da seleção oficial do Festival de Cannes 2015, da atriz, roteirista e diretora Maïwenn, estrelado pelo francês quase carioca, Vincent Cassel.
  • E por fim, a divertida e lindíssima animação Abril e o Mundo Extraordinário, vencedora do prêmio Cristal no Festival de Annecy 🙂
Cinema Francês: Animação Abril e o Mundo Extraordinário
Animação Abril e o Mundo Extraordinário

Encontre a programação completa no site oficial: http://variluxcinefrances.com/2016/programacao/ 

Boa sessão!

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