Museu Bispo do Rosário: Um passeio no tempo por Jacarepaguá

Museu Bispo do Rosário

O museu abriga ateliês, exposições fotográficas e mostras discutindo os limites entre arte e loucura a partir do legado de Arthur Bispo do Rosário.

A última vez que escrevi sobre Jacarepaguá foi em 2015, quando ainda trabalhava no jornal carioca O Dia. Naquela época tive a oportunidade de conhecer mais a fundo cenários e pessoas apaixonantes como o Parque Estadual da Pedra Branca, a Pedra do Quilombo, o Açude e a cachoeira do Camorim; conhecer a tradicional família de portugueses que fundaram o Castelo do Vinho. Relembrar o antigo sítio dos novos baianos na vizinha Vargem Grande. Mas um lugar passou despercebido. Era a Colônia Juliano Moreira, onde há 35 anos funciona o Museu Bispo do Rosário (mBrac).

O museu era um antigo hospital psiquiátrico que hoje abriga ateliês, exposições fotográficas e mostras dos próprios atendidos. Lá, todo tipo de material ganha vida e caráter artístico seguindo os passos do pioneiro Arthur Bispo do Rosário.

A Colônia foi fundada em 1924 na área rural de Jacarepaguá, também conhecida como o “sertão carioca”, em uma área verde nos arredores do Maciço da Pedra Branca. No portão de entrada, a placa Práxis Omnia Vincit — em português, o trabalho tudo vence — revela o mecanismo do espaço: criada para ser um espaço de reabilitação pelo trabalho agrícola, as colônias reuniam em locais afastados da cidade todos que não conseguissem se adaptar ao padrão normativo da época. O manicômio funcionava, literalmente, como um equipamento higienizador da cidade.

Entre os 3 mil internos da Colônia Juliano Moreira estava Arthur Bispo do Rosário (1911–1989), artista visual e símbolo de reinvenção daquele espaço. Sempre cercado de muito misticismo, Bispo acreditava que a sua missão era apresentar a Deus a representação de tudo o que havia na Terra no dia do Juízo Final. Diagnosticado como esquizofrênico-paranoico, Bispo do Rosário atravessava a fronteira entre realidade e ficção em seus mantos, estandartes, assemblages e objetos.

Nas quatro galerias, no prédio sede da Colônia, e no Polo Experimental – dedicado às atividades de educação, o mBrac apresenta gratuitamente mostras e exposições, e oferece uma série de programas educativos. O primeiro registro de uma organização para exposição na Colônia remonta ao ano de 1952, quando é criado um departamento para abrigar a produção artística dos ateliês de arteterapia, então, existentes.  Acompanhe a agenda da casa no site e no Facebook e aproveite para visitar esse espaço tão pouco explorado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Como chegar

Metrô

  1. As estações Del Castilho e Vicente de Carvalho fazem conexão com serviços expressos que levam você a Jacarepaguá.
  2. Opção Del Castilho: Estação Del Castilho, que é ponto final das linhas 610 e 611, ambas com destino a Jacarepaguá.Desembarcando nessa estação, você pode tomar qualquer um dos dois ônibus. Em ambos, peça para descer o mais próximo da Estação Taquara do BRT
  3. Opção Vicente de Carvalho: Ao descer nessa Estação da linha 2 , você sai por uma passarela conectada diretamente com a Estação Vicente de Carvalho do BRT. É simples a conexão entre os dois serviços. Você toma o serviço EXPRESSO para Alvorada (o serviço PARADOR também serve, mas você vai parando em todas as estações) e desça na estação TAQUARA. São 4 ou 5 estações até lá.
  4. Descendo próximo à estação BRT, que é bem no início da Estrada Rodrigues Caldas, rua que chega à Colônia, você toma qualquer ônibus ou van que no letreiro indique “Colônia”. São diversas linhas pra lá. Então, é só pedir ao motorista para ficar no primeiro ponto assim que entrar na Colônia.

Trem

  1. Do Centro da cidade para Madureira, você consegue chegar em menos de 20 minutos se tomar os serviços DIRETOS que vão para Santa Cruz ou Japeri.
  2. Para chegar do museu, basta pegar essas composições na Estação Central do Brasil ou ainda Maracanã, o que torna esse caminho excelente para quem mora nas imediações do Centro e Grande Tijuca.
  3. Através de uma conexão direta por uma passarela para a estação BRT Madureira, você toma um BRT EXPRESSO para a Alvorada e desce na Estação TAQUARA. São mais 2 ou três estações apenas até chegar, mais 20 minutinhos.
  4. Descendo próximo à estação BRT, que é bem no início da Estrada Rodrigues Caldas, rua que chega à Colônia, você toma qualquer ônibus ou van que no letreiro indique “Colônia”. São diversas linhas pra lá. Então, é só pedir ao motorista para ficar no primeiro ponto assim que entrar na Colônia.

Ônibus

  1. Do Centro, as linhas 380, 337 e 390 com destino à Curicica chegam à estação BRT Taquara. A primeira e segunda seguindo pela Linha Amarela – trajeto mais rápido – e a terceira passando pelo Maracanã, Vila Isabel, Grajaú e Freguesia.
  2. As linhas 341, 337, que partem da Candelária, também chegam à estação BRT TAQUARA. E as linhas 600 e 601, também com destino à Taquara, partem da Praça Saens Peña.
  3. Descendo próximo à estação BRT, que é bem no início da Estrada Rodrigues Caldas, rua que chega à Colônia, você toma qualquer ônibus ou van que no letreiro indique “Colônia”. São diversas linhas pra lá. Então, é só pedir ao motorista para ficar no primeiro ponto assim que entrar na Colônia.

BRT

  1. O transporte atende desde o Galeão e passa por diversos bairros de toda Zona Norte e Zona Oeste.
  2. Para quem vem da Zona Sul e Barra da Tijuca. Tomando o serviço expresso na Alvorada, são apenas duas estações até a Taquara.O importante, para não se perder, é entender que existem dois serviços: o parador e o expresso. Para otimizar o tempo da viagem, sugerimos o expresso, pois ele para apenas em algumas estações-chave.
  3. Próximo à estação BRT, que é bem no início da Estrada Rodrigues Caldas, rua que chega à Colônia, você toma qualquer ônibus ou van que no letreiro indique “Colônia”. São diversas linhas pra lá. Então, é só pedir ao motorista para ficar no primeiro ponto assim que entrar na Colônia

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